Documento técnico-institucional · Minas Gerais, 2026

Da antiga Leopoldina nasce a maior rota cicloturística de Minas

Cicloturismo, bioeconomia e economia criativa sobre 100 a 120 km de faixa ferroviária desativada, unindo seis municípios da Zona da Mata e do Vale do Rio Doce entre Ponte Nova e Caratinga.

Ponte NovaRio CascaSão Pedro dos FerrosRaul SoaresBom Jesus do GalhoCaratinga
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de extensão contínua (est.)
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programas estruturantes
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ano de inauguração do ramal
Role para explorar
CicloturismoTrail runningBioeconomiaEconomia criativaMemória ferroviáriaTurismo ruralÓleos essenciaisSelo de origem CicloturismoTrail runningBioeconomiaEconomia criativaMemória ferroviáriaTurismo ruralÓleos essenciaisSelo de origem
Apresentação do documento

Um ativo territorial ocioso, transformado em infraestrutura de desenvolvimento

O trecho ferroviário erradicado desde a década de 1990 configura um ativo territorial de expressiva extensão linear, que atravessa seis municípios e conecta núcleos urbanos, distritos e áreas rurais historicamente integrados pela dinâmica ferroviária.

Em vez de permanecer como passivo patrimonial disperso e sujeito à degradação, o corredor é ressignificado como infraestrutura de base para um conjunto articulado de iniciativas de desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental, subsidiando o pleito de cessão ou permissão de uso da faixa de domínio perante a SPU e o DNIT.

Ponte Nova Rio Casca São Pedro dos Ferros Raul Soares Bom Jesus do Galho Caratinga

O documento em seis partes

  • Concepção conceitual do projeto e seus dois pilares
  • Caracterização do traçado, municípios, distritos e equipamentos
  • Detalhamento técnico dos 12 programas estruturantes
  • Arcabouço de governança institucional
  • Estratégia de implantação incremental e modular
  • Cronograma de viabilização, de 30 a 36 meses
Concepção conceitual

A rota como fio condutor de uma política territorial mais ampla

Inspirado na experiência internacional dos rail trails, o projeto assume a antiga plataforma ferroviária como eixo estruturante físico, multimodal e não motorizado, apoiado em dois pilares conceituais.

Pilar 01

Bioeconomia

Aproveitamento sustentável da biodiversidade e dos recursos naturais regionais: recuperação florestal da faixa marginal, óleos essenciais, agroflorestas e produtos florestais não madeireiros, como base econômica de baixo impacto e alto valor agregado.

Recuperação ambientalÓleos essenciaisAgrofloresta
Pilar 02

Economia criativa

Valorização da cultura material e imaterial do território: memória ferroviária, gastronomia, artesanato e produção artística, como vetor de geração de renda, identidade territorial e diferenciação competitiva do destino.

Memória ferroviáriaGastronomiaArtesanato

Ramal da Estrada de Ferro Leopoldina, inaugurado por etapas entre 1879 e 1931 até atingir Caratinga. O tráfego de passageiros foi suprimido por volta de 1980, e a erradicação física da via (remoção de trilhos e dormentes) ocorreu em 1994. O trecho consta, até hoje, sob a classificação de "tráfego suspenso", e não de ramal formalmente desativado por ato administrativo específico.

O traçado ferroviário

100 a 120 km entre Ponte Nova e Caratinga

Ordem geográfica dos municípios atravessados pelo antigo leito, com os distritos e estações remanescentes identificados em levantamentos ferroviários históricos.

Mapa de satélite da Rota Leopoldina, mostrando o traçado entre Rio Casca, São Pedro dos Ferros, Raul Soares, Vermelho Velho, Bom Jesus do Galho, Dom Lara, Dom Modesto e Caratinga
Traçado da antiga E. F. Leopoldina sobreposto à imagem de satélite, base para o levantamento planialtimétrico do Programa 4.1
Programas e projetos estruturantes

Doze frentes de atuação articuladas em um eixo territorial

Cada programa reúne objetivo geral, justificativa técnica, linhas de ação e indicadores de resultado. A lógica é modular: cada um avança em ritmo próprio, mas todos compartilham a mesma rota e a mesma governança.

Arcabouço institucional

Dois pilares de governança, complementares e articulados

Um consórcio público intermunicipal para a representação institucional perante a União, e um Comitê de Gestão da sociedade civil para a operação cotidiana da rota.

Consórcio público intermunicipal

Constituído nos termos da Lei nº 11.107/2005 e do Decreto nº 6.017/2007, reúne os seis municípios sob a forma de associação pública, integrando a administração indireta de cada um. Responde pela representação unificada perante a SPU e o DNIT, pela captação de recursos federais e estaduais e pela supervisão das contrapartidas assumidas perante a União.

Comitê de Gestão

Reúne associações de moradores, com destaque para a Associação de Moradores de Dom Modesto, protagonista da articulação inicial, associações de ciclismo, cooperativas de produtores e coletivos de artesãos. Recomenda-se sua constituição como associação civil sem fins lucrativos, com CNPJ próprio, para movimentar recursos e responder tecnicamente pela operação da rota.

1

Titularidade junto à União

O consórcio formaliza, perante SPU e/ou DNIT, o pedido de cessão ou permissão de uso da faixa de domínio.

2

Repasse ao Comitê de Gestão

Termo de Colaboração ou Acordo de Cooperação transfere a execução operacional da rota e dos programas.

3

Execução descentralizada

O Comitê articula associações, cooperativas e produtores locais, com prestação periódica de contas ao consórcio.

Estratégia de implantação

De 30 a 36 meses até a operação plena da rota

Lógica incremental e modular: um trecho-piloto gera prova de conceito, sustentando a mobilização política e a captação de recursos para as etapas seguintes.

Fase 1Meses 1 a 4

Articulação política inicial entre os seis municípios; protocolo de intenções do consórcio; ofícios informativos ao DNIT e à SPU/GRPU-MG; início dos levantamentos técnicos preliminares e do diagnóstico fundiário.

Fase 2Meses 4 a 9

Tramitação das leis municipais de ratificação nas seis Câmaras; constituição formal do consórcio e de seu estatuto; formação jurídica do Comitê de Gestão; projeto básico de engenharia do trecho-piloto.

Fase 3Meses 9 a 14

Protocolo formal do pedido de cessão/permissão de uso junto à SPU e/ou DNIT; Termo de Colaboração entre consórcio e Comitê; mobilização inicial de associações e produtores; captação de recursos para o trecho-piloto.

Fase 4Meses 14 a 20

Execução das obras de recuperação do trecho-piloto (piso, sinalização, pontos de apoio); estruturação inicial dos programas de gastronomia, artesanato e turismo rural; primeiro evento-teste de cicloturismo.

Fase 5Meses 20 a 30

Avaliação dos resultados do trecho-piloto pelo Observatório do Corredor; expansão da infraestrutura por ordem de viabilidade; estruturação do calendário esportivo regional; início da implantação do APL de óleos essenciais.

Fase 6A partir do mês 30

Operação plena da rota; consolidação do calendário esportivo em escala estadual, com articulação nacional; unidade-piloto de óleos essenciais em operação; funcionamento regular da Escola do Trilho e primeiro relatório anual do Observatório.

Horizonte total estimado de 30 a 36 meses entre o início da articulação institucional e a consolidação da operação plena da rota, com resultados parciais e visíveis já a partir do vigésimo mês, decorrentes da implantação do trecho-piloto.

Repositório de documentos

Documentos para download

Material técnico-institucional completo para instrução dos processos junto às Câmaras Municipais e aos órgãos federais gestores do patrimônio ferroviário.

Projeto conceitual completo

Documento técnico-institucional integral: concepção, traçado, os 12 programas estruturantes, governança, implantação e cronograma.

PDFVersão 2026
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Minuta do Protocolo de Intenções

Minuta do protocolo de intenções para a constituição do consórcio público intermunicipal, a ser subscrito pelos seis municípios.

PDFMinuta
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Minuta do Projeto de Lei do Consórcio

Minuta de projeto de lei municipal para ratificação do protocolo de intenções e autorização de ingresso no consórcio, para tramitação nas Câmaras Municipais.

PDFMinuta
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Novos anexos técnicos, pareceres e minutas complementares por município serão publicados neste repositório à medida que forem concluídos. Em caso de dúvida sobre uma versão específica, confirme a data de revisão no rodapé de cada documento.

Próximo passo

Uma agenda comum para seis municípios, uma única rota

Leve este documento à pauta da sua Câmara ou Secretaria. O material técnico completo, pronto para protocolo e articulação institucional, está disponível para download.